MAXVER é o método de classificação "pixel a pixel" mais comum. Considera a ponderação das distâncias entre médias dos níveis digitais das classes, utilizando parâmetros estatísticos. Para que a classificação por máxima verossimilhança seja precisa o suficiente, é necessário um número razoavelmente elevado de "pixels", para cada conjunto de treinamento.

Os conjuntos de treinamento definem o diagrama de dispersão das classes e suas distribuições de probabilidade, considerando a distribuição de probabilidade normal para cada classe do treinamento. Apresentam-se duas classes (1 e 2) com distribuição de probabilidade distintas. Estas distribuições de probabilidade representam a probabilidade de um "pixel" pertencer a uma ou outra classe, dependendo da posição do "pixel" em relação a esta distribuição.

Observa-se uma região onde as duas curvas sobrepõem-se, indicando que um determinado "pixel" tem igual probabilidade de pertencer às duas classes (figura 3.1.1). Nesta situação estabelece-se um critério de decisão a partir da definição de limiares. Os limites de classificação são definidos a partir de pontos de mesma probabilidade de classificação de uma e de outra classe. A figura a seguir apresenta o limite de aceitação de uma classificação, no ponto onde as duas distribuições se cruzam. Desta forma, um "pixel" localizado na região sombreada, apesar de pertencer à classe 2, será classificado como classe 1, pelo limite de aceitação estabelecido.





Figura 3.1.1

- Distribuição Probabilística de um “pixel” pertencer a duas determinadas Classes (Método de MAXVER de classificação)

O limiar de aceitação indica a % de "pixels" da distribuição de probabilidade de uma classe que será classificada como pertencente a esta classe. Um limite de 99%, por exemplo, engloba 99% dos "pixels", sendo que 1% serão ignorados (os de menor probabilidade), compensando a possibilidade de alguns "pixels" terem sido introduzidos no treinamento por engano, nesta classe, ou estarem no limite entre duas classes. Um limiar de 100% resultará em uma imagem classificada sem rejeição, ou seja, todos os "pixels" serão classificados.



3.1.2.2 Caracterização da vegetação

A identificação das unidades fitogeográficas ocorrentes na região em estudo, baseou-se na classificação e descrição da vegetação primária proposta por Klein (1978). A escolha deste autor baseou-se no maior detalhamento apresentado e riqueza de informações (já que este trabalho é específico para o estado de Santa Catarina), embora o termo de referência solicitasse a utilização da classificação proposta por Rizzini (1997). A nosso entender, este traz uma divisão fitogeográfica mais generalista, em nível de Brasil. Ainda assim é pertinente salientar que, de acordo com Neto (1984), as formações vegetais do sul do Brasil carecem de uma classificação uniforme, quer sob o ponto de vista florístico, quer sob o ponto de vista fisionômico, de modo que nenhuma delas pode ser apresentada como uma palavra final.

Para fins de caracterização das formações vegetais hoje ocorrentes na área da bacia Hidrográfica do rio Tubarão e Complexo Lagunar, utilizou-se das informações disponíveis em estudos anteriormente realizados para a região, que nos forneceram a base para a consecução deste trabalho. Posteriormente, em campo, realizou-se a checagem do mapa elaborado e a complementação do levantamento, objetivando diagnosticar a atual situação das formações vegetais identificadas, através da constatação dos principais impactos ambientais percebíveis na região. Realizou-se também, amostras qualitativas da vegetação, em quatro pontos da área escolhidos aleatoriamente. A localização dos pontos de amostragem é dada pela coordenadas UTM representadas abaixo, no quadro 3.1.1, e ilustradas na figura 3.1.2.

Quadro 3.1.1

– Localização dos pontos de amostragem da vegetação

Obs.: Datum SAD 1969

O roteiro executado em campo abrangeu as mais variadas condições topográficas e ecológicas, incluindo regiões de mata, planícies aluviais e zona litorânea, passando por municípios como São Bonifácio, Anitápolis, São Martinho (Vargem do Cedro), Armazém, Sangão, Jaguaruna, São Ludgero, Braço do Norte, Grão-Pará (Aiurê), Orleans, Lauro-Müller (Itanema), Gravatal, Tubarão (Madre), Capivari de Baixo, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Imbituba (Ibiraquera). Para tanto, utilizou-se das cartas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército (DSG) e demais instrumentos de localização (GPS e bússola). O material botânico não identificado foi coletado para posterior consulta ao Herbário Porto Alegre Colégio Anchieta (PACA), em São Leopoldo/RS.



3.1.3 Resultados quantitativos obtidos através do mapeamento: distribuição percentual dos atuais usos mapeados

De acordo com o mapeamento realizado obteve-se os resultados apresentados no quadro 3.1.2, gráfico 3.1.1 e na prancha 3.1.1 em anexo.



Quadro 3.1.2

- Uso atual do solo e cobertura vegetal
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Iii atividades preliminares 1 uso do solo e cobertura vegetal 1 Justificativa e objetivos

iii atividades preliminares



3.1 uso do solo e cobertura vegetal



3.1.1 Justificativa e objetivos

O desmatamento, o uso inadequado do solo, a exploração desordenada e irresponsável dos recursos minerais, o uso incorreto de agrotóxicos e a conseqüente degradação dos recursos hídricos, têm causado profundas alterações no cenário original da bacia Hidrográfica do rio Tubarão e Complexo Lagunar. Somente entre os anos de 1900-1995, foram desmatados 62.919 ha (3,64% da área existente em 1990) de mata atlântica no estado de Santa Catarina (Fundação SOS Mata Atlântica,1998).

Sendo assim, o conjunto de informações aqui apresentadas tem a finalidade de descrever os aspectos predominantes no uso e ocupação do solo atualmente identificados na bacia Hidrográfica do rio Tubarão e Complexo Lagunar. O reflexo desta situação possibilita detectar a necessidade de adotar novas posturas, no sentido de freiar os processos que geram degradação ambiental, com vistas a um melhor planejamento do uso do espaço, com melhoria da qualidade de vida para a região.

Os objetivos específicos do levantamento são:



  • Mapear os principais usos do solo, com base em padrões da imagem de satélite e checagem de campo, encontrados na bacia Hidrográfica do rio Tubarão e Complexo Lagunar;

  • Situar fitogeograficamente a bacia Hidrográfica do rio Tubarão e Complexo Lagunar e caracterizar a vegetação originalmente encontrada na região;

  • Descrever os aspectos predominantes da cobertura vegetal atual, nos limites da bacia, com base na sua composição florística e fisionomia, bem como identificar os principais fatores que colaboraram na sua alteração;

  • Apontar as áreas com restrição legal à ocupação, bem como os locais ambientalmente degradados (despejo de efluentes, depósito de resíduos e áreas de mineração);

  • Estabelecer programa para recuperação das áreas degradadas prioritariamente identificadas na região de estudo.

O produto correspondente consistirá de um mapa, onde constam o uso atual do solo e cobertura vegetal, as áreas de restrição legal e áreas degradadas.

3.1.2 Material e métodos



3.1.2.1 Mapeamento - trabalho digital da imagem

A área de estudo é coberta com a utilização de duas imagens cuja especificação é a seguinte:



  • Imagens do satélite Landsat 5;

  • Sensor TM;

  • Nível de Correção 6;

  • Bandas 3,4 e 5;

  • Resolução espacial de 30 m;

  • Cenas 220/79 e 220/80 de 07/05/00, ambas com cobertura de nuvem 00,00,00,00 %.

O manuseio destas imagens produz mapas vetorizados em que se respeita a unidade mínima de mapeamento de 6 mm2 na escala 1:50.000. Para tanto, a vetorização digital é seguida de ajustes manuais das manchas, bem como verificação minuciosa de campo. O formato final dos arquivos é *.dgn (MicroStation 95).

A escala dos mapas é de 1:50.000, viabilizando a conformação de um banco de dados universal, compatível com as informações cartográficas existentes para a bacia Hidrográfica do rio Tubarão e Complexo Lagunar. A escala de apresentação será 1:125.000 a fim de viabilizar o manuseio do mapa.

Na seleção destas imagens foi considerada a qualidade, o baixo nível de cobertura por nuvens e o período de rastreio, cujas datas são as mais próximas possíveis, visando uma representação homogênea quando da realização de um mosaico das cenas para a região.

Para a classificação da cobertura vegetal, foi adotado o software SPRING – Versão 3.5 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE. Os procedimentos para tal, constaram da importação das cenas ao sistema do formato original recebido (*.TIF) para o formato nativo do aplicativo (*.GRB).



Na etapa seguinte, cada cena foi registrada, georreferenciada através da identificação de pontos notáveis comuns à cena e ao terreno, como cruzamentos de estradas, pontes, etc (tabela 3.1.1). Para cada um destes pontos foram adquiridas coordenadas através de GPS, por ocasião da amostragem de campo para as diferentes classes de cobertura vegetal. Após esta etapa, obteve-se um mosaico de todas as cenas envolvidas, iniciando-se, desta forma, o processo de classificação. Neste processo, num primeiro momento foram identificadas as diversas amostragens oriundas do campo. Na etapa subseqüente, realizou-se classificação utilizado-se o método MAXVER.

Tabela 3.1.1 -

Pontos de checagem em campo com a utilização do GPS, para verificação do georreferenciamento da imagem

COORDENADAS (Sistema UTM - SAD-69)



Ponto



E



N



Decrição



1

689679,26

6864982,55

Trevo

2

680758,97

6869954,89

Trevo

3

679185,88

6870727,33

Ponte (Rio Braço do Norte)

4

673380,42

6870698,27

Entroncamento

5

672485,93

6871440,23

Amostragem

6

667099,34

6861938,16

Ponte (Rio Tubarão)

7

666597,19

6861908,38

Entroncamento

8

657175,82

6857968,57

Ponte

9

654355,48

6858819,06

Amostragem

10

647033,11

6859154,47

Amostragem

11

642205,97

6858418,18

Belvedere

12

615295,42

6876579,80

Entroncamento

13

649357,03

6887831,41

Morro da Igreja

14

654811,54

6895434,84

Ponte

15

667090,28

6889754,46

Ponte

16

675342,20

6880269,70

Ponte (Rio Braço Esquerdo)

17

692375,87

6847772,06

Ponte (Rio Tubarão BR-101)

18

714262,86

6852147,22

Trevo Laguna

19

731467,48

6911565,16

Ponte

20

728249,93

6901835,53

Entroncamento Garopaba

21

728007,67

6886000,46

Ponte (Lagoa Ibiraquera)

22

725787,14

6876861,69

Trevo Imbituba

23

722288,61

6863435,45

Trevo Itapirubá

24

717479,18

6846699,40

Morro da Gloria (Laguna)

25

711026,32

6835222,46

Entroncamento Farol Sta. Marta

26

690541,00

6834761,57

Trevo Jaguaruna

27

685836,81

6830370,39

Ponte Sangão

Pv 1

0702692

6904213

Amostragem de vegetação

Pv2

0662492

6890159

Amostragem de vegetação

Pv 3

0661693

6895249

Amostragem de vegetação

Pv 4

0728821

6884411

Amostragem de vegetação

Amostra



UTM (E)



UTM(N)



PONTO 1



0702692

6904213

PONTO 2



0662492

6890159

PONTO 3



0661693

6895249

PONTO 4



0728821

6884411

Classe



Área (Km²)



%



Mata nativa (em seus diferentes estágios sucessionais)

2.956,56

49,61

Campos/Pastagens Implantadas

1.120,56

18,80

Formação predominantemente arbórea/arbustiva nativa inicial, com inclusão de pequenos povoamentos implantados

962,85

16,16

Áreas preferencialmente ocupadas por rizicultura

319,77

5,37

Lâmina d'água

271,63

4,56

Solo exposto

183,86

3,08

Zona urbana

50,19

0,84

Dunas

46,57

0,78

Formação predominantemente campestre natural/arbustiva, com peq. manchas de vegetação arbórea nativa, residual e de reflorestamento

32,68

0,55

Áreas degradadas (carvão, pedreiras, saibreiras)

11,65

0,20

Reflorestamento

3,65

0,06

Oceano atlântico

-

-

TOTAL



5.959,97



100,00


?


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iii-international-47.html

iii-international-51.html

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